Buscando aprimorar seus conhecimentos, ex-atletas do Bulldogs integrarão a equipe do Locomotiva

Em busca de aprofundar e aprimorar os seus conhecimentos sobre a cultura, técnica e tática do futebol americano, atletas revelados no Betim Bulldogs irão integrar o América Locomotiva na temporada de 2019 no projeto de desenvolvimento de atletas.


Fabrício Careca – Foto: Click & Sound

Fabrício Leonardo Rocha, conhecido como Careca, de 27 anos, conheceu o futebol americano assistindo jogos da NFL e, a convite de um amigo, foi para a cidade de Betim ajudar na preparação física de um time que estava iniciando as suas atividades e desde então permaneceu na equipe como atleta.

Após duas temporadas defendendo as cores do Bulldogs, o jogador agora irá atuar pelo Locomotiva.
“Faço parte do Bulldogs desde o início e tudo o que sei eu aprendi aqui, e sou muito grato. Porém, sabemos que para ser bem sucedido no que você faz é necessário procurar novos desafios e aprendizados, e é por isso que estou indo para o Locomotiva. De forma alguma estou desmerecendo o Bulldogs, porém o América Locomotiva é a equipe mais tradicional de Minas Gerais, com 13 anos de experiência no esporte, possui uma excelente estrutura e muito bem organizada, uma comissão técnica com um alto nível de conhecimento e tenho certeza que irei evoluir muito treinando com pessoas de alto nível”

Fabrício também afirma que pretende mostrar tudo o que sabe e seu objetivo na equipe é evoluir e buscar seu espaço. Ele diz confiar no projeto e pretende fazer parte disso.

Careca ainda completa com o desejo de que sua equipe de formação cresça cada vez mais. A intenção do atleta com a mudança de equipe é aprender e melhorar dentro e fora de campo, voltar para Betim e conquistar títulos com a camisa preta e amarela.

“Sou muito grato por tudo o que me proporcionaram e serei eternamente grato pelos amigos que fiz e pelos momentos que vivenciei. O Betim Bulldogs é uma equipe de guerreiros que tiram água da pedra para fazer o futebol americano acontecer. Gratidão é a palavra-chave.”

Rodolfo Rodz – Foto: Click & Sound

Rodolfo Goes do Santos, conhecido como Rodz, de 24 anos, conheceu o esporte através de um panfleto que estava em uma academia na cidade de São Joaquim de Bicas/MG e decidiu fazer a seletiva do Bulldogs para integrar a equipe, onde permaneceu por dois anos e meio.

Depois de defender as cores preta e amarela por duas temporadas, o DL agora quer evoluir conseguir mais experiência defendendo a camisa preta e verde. Rodolfo diz não saber por quanto tempo ainda será atleta, mas que futuramente pode se tornar um coordenador ou até um Head Coach.

“A ida para o Locomotiva, por enquanto, é uma temporada. Só o futuro poderá me dizer se irei ou não continuar no Locomotiva, mas a minha meta é voltar para o Bulldogs. Na próxima temporada fazer o meu melhor com mais experiência, ensinar o que eu aprendi no Locomotiva e compartilhar com os demais. Tenho muito o que agradecer ao Bulldogs, em especial ao Júlio, ao Coach Ramon pelos ensinamentos, um Head Coach que cresceu com o time. Fiz muitos amigos e aprendi muito com eles, mas no momento vou focar no projeto junto como Locomotiva e dar o sangue pela equipe.”, completa.

Gabriel Balalaika – Foto: Click & Sound

Gabriel Francisco de Oliveira, conhecido como Balalaika, de 23 anos, conheceu o futebol americano assistindo aos jogos na ESPN, mas o Betim Bulldogs ficou conhecendo através de um namorado de sua amiga que estudava com ele.

Depois de duas temporadas no Bulldogs, Gabriel percebeu que precisava de uma evolução, que precisava dar um passo à frente, sair da minha acomodação e cre que o Locomotiva vai poder ajudar nesta evolução não apenas como atleta, mas como pessoa também.

“A partir do momento que você conhece pessoas diferentes, com expectativas diferentes, com experiências diferentes tudo isso vem a somar. Como atleta acredito na evolução pelo fato de haver uma disputa maior por posição e pela qualidade dos atletas que já integram o Locomotiva, com experiência dentro e fora do Brasil. A minha meta é daqui há alguns anos ser um atleta de elite.”

As expectativas do LB para essa temporada, com a camisa do América, são ajudar o time com o que puder e ser um atleta melhor, além de alcançar títulos em 2019 e, quem sabe, em outras temporadas também

Quando questionado sobre sua volta ao Bulldogs, Balalaika diz que não pode afirmar se volta ou não, porém quer ajudar a equipe no que puder. O atleta completa dizendo a gratidão que sente por seu time de origem: “Eu poderia dizer muitas coisas sobre o Bulldogs, mas esses anos que eu passei no time eu não desejaria estar em outro lugar. Mesmo agora fazendo parte de outra equipe eu não vou esquecer o que o time fez por mim, me apoiando no início da vida no esporte. Isso eu nunca vou esquecer.”

Wagão – Foto: Click & Sound

Wagner Carlos da Silva Belarmino, conhecido como Wagão, de 25 anos, conheceu o esporte através de um convite feito por um atleta do Bulldogs para ir até os treinos da equipe, onde permaneceu por dois anos.

Wagão é o outro atleta que, após defender a camisa de Betim por duas temporadas, muda de casa. Ele diz gostar de desafios e que sempre admirou o Locomotiva.

“É uma equipe muito tradicional em Minas Gerais e pelos objetivos que tenho, que é jogar na seleção brasileira, acredito que sejam os que me trarão uma grande evolução. O Locomotiva hoje tem um dos melhores projetos para o desenvolvimento de atletas, uma comissão técnica muito experiente e tem o Mingoni que dispensa comentários. Foi mais pela parte extra campo que escolhi o América.”

O DL quer aprender e absorver o máximo de conhecimento que puder. Também quer integrar a equipe no campeonato mineiro e ajudar a elevar o nível do Locomotiva. Já para a BFA, seu objetivo é, no mínimo, chegar à final de conferência. Mas Wagner sabe que isso é degrau por degrau, sem atropelar nenhuma etapa. O Locomotiva é um time grande e o objetivo é ajudar a equipe a chegar no lugar que ela merece.

Quando questionado sobre sua volta ao Bulldogs, o jogador diz ter um carinho enorme pela equipe e ter essa oportunidade de jogar no América é graças à tudo que o foi ensinado pelo coach Ramon, ao Júlio e a todos os atletas da equipe.

“Espero um dia poder voltar e dar mais alegria à torcida betinense. Essas duas temporadas no Bulldogs foram maravilhosas. Cresci muito como pessoa e atleta depois que o time passou a ser parte da minha vida. A mensagem que deixo para eles é que ninguém é insubstituível, pois a vida continua e o Bulldogs é muito mais forte e maior do que qualquer um. Vocês têm muito futuro e garanto que vocês não eram fortes porque eu estava com vocês, mas eu que sou mais forte por ter vocês. Um grande abraço.”

De acordo com Júlio César, membro da Diretoria do Bulldogs, os quatro atletas são merecedores de tudo o que acontecem com eles, e não por acaso despertam a atenção do Locomotiva e de outros times, como foi o caso do Wagner com o Santa Maria Soldiers, do Rio Grande do Sul, no ano passado. Além disso, as portas para eles sempre estarão abertas e acredita que algum deles possam voltar no futuro.

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